• Joseane Terto

Alfabetização e Língua de Sinais


Falar sobre a alfabetização e o ensino da Língua Portuguesa para os alunos surdos é sempre um desafio para professores, escolas, pais e para os próprios alunos.


A doutora Sueli Fernandes, em sua publicação "Práticas de letramento na educação bilíngue para surdos", no ano de 2006, traz neste documento as diversas questões que atingem muitas escolas a respeito do ensino da leitura e da escrita da Língua Portuguesa, e, principalmente a alfabetização de crianças surdas, pois na maioria das escolas, estas "tentam alfabetizar os surdos com as mesmas metodologias utilizadas para as crianças que ouvem e desta forma, o português permanece inatingível" (Fernandes, 2006, p. 5).


Portanto, assumir a necessidade de diferenciar as metodologias já é um grande passo para conseguirmos avançar no desenvolvimento de práticas de alfabetização de sucesso.



A autora ainda destaca para a efetivação do bilinguismo dos surdos pressupõe-se o acesso pleno à Língua de Sinais como sua primeira língua, pois esta o faz compreender e significar o mundo e acessar o conhecimento.


De acordo com a autora, a aprendizagem significativa da Língua Portuguesa como sua segunda língua, vai depender da função social atribuída a ela no cotidiano do aluno.


Sabemos que para aproximarmos a alfabetização das crianças surdas nas práticas de letramento, é importante o professor trabalhar com situações do seu cotidiano aproximando o surdo ao que está escrito, de modo que ele tenha vários recursos para esta aprendizagem: 1) imagens, 2) movimento, 3) expressões faciais e os 4) sinais, além dos materiais concretos, pois estes contém recursos visuais essenciais para o aluno apreender os significados das palavras.


As cartas que publicamos nas nossas redes sociais (veja Facebook, dia 28/04) é na verdade um jogo para aquisição de um vocabulário significativo que é apresentado por meio de um campo semântico, com a escrita de palavras na Língua Portuguesa e na correspondência com a datilologia, com destaque para a apresentação do objeto pelo seu significado e uso, sempre conversando na linguagem de sinais sobre a função destes objetos em seu cotidiano e assim, possibilitarmos uma ampliação do seu vocabulário, por meio da memorização visual, pois neste momento não poderemos trabalhar com a memória auditiva no ensino destas palavras.



Elaborado por:

Profa. Valéria, doutora em Educação pela PUC-SP. Diretora Pedagógica na Apliqueducação onde cria e desenvolve jogos de alfabetização baseados em evidências de pesquisa por conta de sua longa e sólida experiência em sala de aula no Ensino Fundamental, incluindo o trabalho de com alunos da Educação Especial.

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