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  • Joseane Terto

Como a paixão pela educação me trouxe para a Apliqueducação


Eu e meus queridos

Me apaixonei pela educação muito cedo. Estudava, com muito custo, em um colégio particular da Zona Norte de São Paulo e mesmo com alguma dificuldade em pagar os estudos, minha mãe nunca sequer cogitou trocar de colégio, afinal “Educação é prioridade”. Meu irmão e eu tínhamos horários diferentes de saída e como ficava entediado muito fácil, eu ficava procurando coisas para fazer na escola e, dessas coisas, o menino da terceira série logo encontrou uma biblioteca cheia de aventurar e estórias curiosas que faziam da espera um dos melhores momentos do dia. Nem tanto os livros com enredos fantásticos, mas a possibilidade de estudar o que o meu irmão estava estudando lá na famigerada 5ª série me deixava eufórico. Sempre quis aprender primeiro para poder aprender mais.


Muitos anos para frente, já meio desconectado com o sonho de infância de “ser Cientista” (que não é profissão de verdade, mas na cabeça de uma criança de 5 anos soa muito mais glamuroso do que professor-pesquisador) resolvi cursar superior em Desenvolvimento de Games por ser apaixonado pela potencialidade dos jogos enquanto mídia digital, formato artístico e das possibilidades que os games oferecem pelas múltiplas linguagens empregadas em um jogo. Na faculdade aprendi muito mais sobre o desenvolvimento em si, do que das linguagens, da arte e da capacidade de imersão dos jogos o que, ao invés de me desmotivar, me deu forças para começar a pesquisar e estudar sobre isso no meu tempo vago, uma inquietação que fazia com que a perspectiva de fazer jogos “por fazer”, ou “jogos bobos” sem muito impacto ou perspectiva diminuísse ao passo que criar jogos com propósito, serious games e jogos para educação aumentasse em mim.


Escrevi uma monografia sobre o poder imersivo do áudio em jogos digitais e, com a bagagem da faculdade comecei a lecionar aulas de programação na ETEC Prof. Horácio Augusto da Silveira. Onde a vocação de dar aula me puxou pelos dois pés.


Desconcertado com o ensino público, sempre procurei formas de criar espaços mais democráticos para trabalharmos questões sociais dentro da escola e fundei junto com alguns amigos um coletivo chamado CriaTua onde geramos diversas atividades educacionais de impacto como a criação de uma Horta na comunidade escolar, um clube do livro e realizarmos encontros semanais do CineClube Industrial. Essas atividades serviam de campo para experimentar os meus estudos sobre uma educação cada vez mais participativa e significativa, que envolvia os alunos em projetos com metodologias novas que lia por aí em blogs e artigos.


Me voluntariei como professor “diferentão’ na ONG Fly Educação e Cultura, onde saí dos muros da minha ETEC de cristal e fui ver como eram as escolas da Brasilândia, outro extremo da zona Norte de São Paulo no momento onde mais cresci enquanto ser humano. Aprendi sobre o valor dos alunos, o valor da vida e sobre como oferecer sempre o melhor. Estava na minha melhor fase e, nesse momento, o meu envolvimento com a comunidade escolar me fez ser convidado para participar do GFAC, grupo de Formação e Análise curricular do Centro Paula Souza onde, mesmo que brevemente, trabalhei pela reformulação do curso técnico em redes de computadores e aprendi sobre educação, formação e currículo como nunca antes enquanto professor. Tive uma nova perspectiva do que era educação, de como era complicado institucionalmente criar alternativas e de como eu, enquanto “professor transgressor”, cheio de querer fazer coisas “diferentes” não estava abandonado pelo sistema, e sim na mira dele! A Educação sabe o melhor caminho, mas as vezes nos faltam ferramentas. É preciso saber instrumentalizar o professor e potencializar seu trabalho em sala de aula.


Hoje, em 2019, integro o time da Apliquecação tendo em mente a minha missão de auxiliar os professores em se tornarem os melhores professores que podem ser, unindo as minhas experiências de vida e habilidades desenvolvidas ao longo desses anos todos na escola, seja como aluno, seja como professor, coordenador ou voluntário.


Esse é o lugar que eu pertenço e vou fazer dele o melhor lugar que ele pode ser!

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