• Joseane Terto

Identidade brasileira e as tecnologias


Estamos vivendo uma expansão da aprendizagem por meio das novas ferramentas digitais e ingressamos de vez na “sociedade em rede”, como descrito por Castells (2005) como uma sociedade alicerçada pelo poder da informação.


Os novos modelos de ensino nos propõe mudar as estratégias utilizadas e em ofertar novos formatos de conteúdos, de modo interativo e com o uso das multimídias.


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta estes novos formatos de forma bastante marcante quando aponta nas competências gerais a importância de trabalhar as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), colocando os alunos ativos de modo criativo e também ao ressaltar sobre fomentar a resolução de problemas e a criação de soluções, inclusive as tecnológicas e com o uso de diferentes linguagens.


 Competências gerais da BNCC que citam as novas tecnologias
 
 2.Pensamento Científico, Crítico e Criativo — Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
 
 4.Comunicação — Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
 
 5.Cultura Digital — Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 
 

Dicas de planejamento com o uso de tecnologias


Nos vemos mais uma vez desafiados a inovar e a oferecer novas oportunidades de aprendizagem, com um olhar muito mais voltado para a realidade do aluno e suas experiências. Esta adaptação de ensino remoto exigiu que aprendêssemos a dar aula de forma síncrona, isto é, que ocorra a participação simultânea entre professores e estudantes em eventos marcados com horários específicos on-line e alguns aspectos devem ser considerados para tornar a aula mais dinâmica e interativa:


1) No início da aula proponha um mínimo de interação com cumprimentos rápidos, mas que possamos abrir rapidamente as câmeras e acenarmos aos colegas e assim sentir a presença dos amigos e revê-los por alguns instantes, mas que com os microfones fechados para que não fiquem todos falando juntos este início se torna acolhedor e nos aproxima de todos.


2) Estabeleça os combinados para a aula, avisando para utilizarem o chat ao ter uma dúvida ou levantar a mão (uma ferramenta disponível exclusivamente para isso) para que o professor dê a oportunidade do estudante apresentar sua dúvida e interagir ao conteúdo que está sendo ministrado.


3) Nomeie um estudante para monitorar o chat e avisá-lo quando entrar uma pergunta interessante e assim poderá avisá-lo no momento oportuno e a interação ocorrerá.


4) Elabore uma apresentação em slides para sistematizar melhor o conteúdo e trazendo imagens, exemplos e atividades ao longo da aula, de modo a garantir um ambiente atraente


5) Trabalhe com as crianças as questões do respeito aos colegas, dos comportamentos em ambientes digitais para que a aula transcorra sem problemas. Para isso sugerimos um jogo do Google que ensina as crianças como explorar de forma segura o mundo on-line e assim estarem preparadas para a tomada de decisões nas atividades com o uso do recurso de pesquisas na internet: http://tiny.cc/h4iqsz



Plano de aula: O sujeito e seu lugar no mundo


O planejamento sempre foi um desafio para o professor, apesar de fazer parte de nossa rotina, este se torna mais desafiador quando precisamos planejar uma aula on-line. No intuito de contribuir elaboramos um plano de aula que terá como ênfase duas competências gerais da BNCC (3) Repertório Cultural com a proposta de valorizar as diversas manifestações artísticas culturais, das locais às mundiais e (9) Empatia e Cooperação que exercita a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação promovendo o respeito ao outro e a valorização da diversidade, seus saberes, identidade, culturas e potencialidades sem discriminação e preconceitos.

Para o trabalho destas competências, junto às crianças do Ensino Fundamental Anos Iniciais - 4º ano - disponibilizamos um plano de aula que tem como tema central O sujeito e seu lugar no mundo, de modo a trabalhar a identificação e o pertencimento dos cidadãos brasileiros levando em conta os elementos culturais, históricos e sociais que compõem a nação. Neste plano a ênfase será de oportunizar vivencias e aprendizagem que enfatizem o protagonismo do estudante, com uso de pesquisas e descobertas maravilhosas do povo brasileiro.


Componente curricular: Geografia


Ano: 4º ano do Ensino Fundamental


Tempo sugerido: 90 minutos (duas aulas)


Competências:

Repertório Cultural – Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.


Empatia e Cooperação - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.


Campo de atuação:

ampo das práticas de estudo e pesquisa – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura/escrita que possibilitem conhecer os textos expositivos e argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à pesquisa e à divulgação científica, favorecendo a aprendizagem dentro e fora da escola.


Objeto do conhecimento: Território e diversidade cultural


Habilidade(s) da BNCC:

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afrobrasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.


Orientações de Desenvolvimento:


1ª AULA


1º) O professor faz uma tempestade de ideias, a respeito da palavra PERTENCER. Os estudantes deverão escrever em uma palavra o que pensam sobre isso, podemos abrir as câmeras e apresentar a palavra escrita num sulfite, o professor organiza como vai ler todas as palavras apresentadas.

) Depois desta dinâmica, o professor apresentará um slide contendo algumas frases, conceito, imagens e figuras que mostram o sentido de PERTENCIMENTO:

Pertencimento
 
Os dicionários apresentam vários significados   para o verbo pertencer dentre os quais interessa o significado ser parte do qual deriva a palavra pertencimento.
 
Pertencimento ou o sentimento de pertencimento é a crença subjetiva numa origem comum que une distintos indivíduos. Os indivíduos pensam em si mesmos como membros de uma   coletividade na qual símbolos expressam valores, medos e aspirações. Esse sentimento pode fazer destacar características culturais e raciais.

Quando as pesquisas de sociólogos e antropólogos distanciaram-se do conceito de raça, passaram a considerar a ideia de pertencimento que pode ser temporário ou permanente. Esse sentimento   de pertencimento pode ser reconhecido na forma como um grupo desenvolve sua   atividade de produção, manutenção e aprofundamento das diferenças, cujo   significado é dado por eles próprios em suas relações sociais. Quando a   característica dessa comunidade é sentida subjetivamente como comum, que pode ser a ascendência comum, surge o sentimento de "pertinência", de pertencimento, ou seja, há uma comunidade de sentido.

As formas de organização coletiva não decorreriam, assim, só de traços raciais, pois a pertinência é capaz de realizar a união entre pessoas de ascendência racial diferente, mas que partilham a crença não só numa origem comum como também num destino comum, estabelecendo   um sentido de homogeneidade para os membros de uma comunidade e de   heterogeneidade em face dos diferentes grupos. 

Trecho extraído do texto de Ana Lúcia Amaral: http://tiny.cc/t6iqsz


Nos slides trazer a questão da cultura e das tradições de um povo e as regiões do Brasil.

3º) Organizar a turma em grupos para que eles possam realizar uma pesquisa para apresentar na próxima aula, em forma de slides com imagens e destaques aos pontos sorteados pelo grupo. A pesquisa contará com a exposição de uma lenda, uma dança típica da região e as características da região e a influencia do povo em cada espaço geográfico apresentado. Pesquisar histórias familiares e/ou da comunidade da região pesquisada.

Cultura brasileira: os grupos terão a região brasileira sorteada: REGIÃO NORDESTE Literatura de Cordel Danças Xaxado ou Forró ou Xote ou Frevo Geografia da região e uma história familiar e/ou da comunidade REGIÃO NORTE Bumba meu boi Danças Carimbó ou Boi Bumbá ou Ciranda Geografia da região e uma história familiar e/ou da comunidade REGIÃO SUDESTE Lenda Saci-pererê Danças Catira ou Fandango ou Quadrilha Geografia da Região e uma história familiar e/ou da comunidade REGIÃO SUL Lenda Negrinho do Pastoreiro Danças Chula ou Pau de fitas Geografia da Região e uma história familiar e/ou da comunidade REGIÃO CENTRO-OESTE Lenda Lobisomem Danças Cururu ou Folia de Reis Geografia da região e uma história familiar e/ou da comunidade


2ª AULA

1º) Organizar a apresentação dos grupos e suas pesquisas realizadas.

2º) Após as apresentações dos grupos, o professor deve encerrar com destaque a importância de valorizar a diversidade de cultura, dos saberes e das identidades que compõem o povo brasileiro e lançar um questionamento a qual grupo eu pertenço e pensar sobre como se constitui a minha família e o meu espaço que pertenço.


Elaborado por:


Profa. Valéria, doutora em Educação pela PUC-SP. Diretora Pedagógica na Apliqueducação onde cria e desenvolve jogos de alfabetização baseados em evidências de pesquisa por conta de sua longa e sólida experiência em sala de aula no Ensino Fundamental, incluindo o trabalho de com alunos da Educação Especial.

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