• Joseane Terto

Letramento digital na sociedade do conhecimento


Quando usamos o termo letramento, observamos efetivamente que a língua escrita está em todo o lugar, sendo parte integrante do cotidiano de todos. Essa constatação do uso da linguagem nos alerta sobre a necessidade do uso da linguagem escrita como complemento a linguagem falada numa organização social extremamente complexa.


O conceito de letramento tenta a partir dessa observação é possível entender letramento não como uma outra palavra ou concepção para alfabetização, mas sim um conceito próprio que, inclui a premissa da alfabetização enquanto se importa com a necessidade dos cidadãos de se apropriarem do sistema de escrita para coexistirem, colaborarem e modificarem o espaço que se encontram.


A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Paulo Freire. A importância do ato de ler.

O mundo que vivemos hoje, o mundo da sociedade do conhecimento, convida as pessoas, o tempo todo, compartilharem novas ideias, gostos e modos de vida. A acessarem conteúdos gerados por outros cidadãos, influenciadoras digitais, celebridades e especialistas numa proporção nunca antes vista, modificando a relação das pessoas com o virtual, de modo com que na sociedade do conhecimento, virtual e real se unem para ampliar as possibilidades do nosso mundo, oferecendo novas formas de interação .


O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) transformam a nossa realidade quando se apresentam como novas plataformas, tecnologias e dispositivos.


Essas plataformas e ferramentas exigem de nós, cidadãos do mundo conectado, uma série de conhecimentos e habilidades novas, das quais aprendemos conforme nos são apresentadas e se integram as nossas atitudes e ações do cotiado, desse contexto surge a necessidade de sistematicamente apontarmos outras formas de letramento¸ instrumentalizando as pessoas para a vida num mundo conectado.


O letramento digital então trata da apropriação das letras e palavras e do seu constante uso em situações sociais da mesma forma que o letramento, mas o insere no digital, provocando-nos a utilizar as formas de comunicação que possuímos em novos contextos e locais virtuais, como ao ler uma notícia em um site de notícias, percorrer o feed das páginas e mídias sociais, escrever um currículo virtual ou procurar uma nova receita para experimentar pro almoço de domingo.


Essa sobreposição do real e o digital cria a necessidade do entendimento do mundo digital e assim como podemos concluir que essas novas formas de interação enriquecem a vida cotidiana também causam, para os que não estão inseridos no mundo digital uma crescente redução nas oportunidades de interação com a cidade, com as pessoas e com o mundo.


Essa questão nos leva a pensar na necessidade de políticas públicas que incentivem a inclusão digital e a alfabetização e o letramento digital.



A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) fomenta o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas ao uso crítico e responsável das diversas tecnologias digitais.


A BNCC apresenta o letramento digital tanto como um meio para o desenvolvimento de outras habilidades e competências, atravessando os diversos temas como um plano de fundo para as práticas, como também um fim, focando diretamente no desenvolvimento de competências relacionadas ao próprio uso das tecnologias, recursos e linguagens digitais promovendo a compreensão, uso e criação das tecnologias digitais em diversas práticas sociais, permitindo a comunicação, ao direito ao acesso a informações, a produção de conhecimentos, a resolução de problemas e o direito ao protagonismo e autoria nas esferas da convivência social, conforme a competência geral 5 da BNCC.



A maior dificuldade porém em discutir letramento digital em sala de aula muitas vezes passa pela dificuldade em ensinar competências digitais para uma geração de nativos digitais por parte de professores que as vezes não estão completamente integrados a essas tecnologias.


Justamente por isso o CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira) desenvolveu uma ferramenta auto avaliação de Competências digitais de professores, para que os professores da educação básica consigam identificar as suas competências digitais afim de entenderem melhor quais as próprias limitações dentro do contexto geral e assim possam se desenvolver profissionalmente.

A ferramenta está disponível em https://guiaedutec.com.br/educador assim como uma série de materiais de apoio voltados ao desenvolvimento de competências digitais dos professores e à gestão nas escolas.



Elaborado por:


Professor Guilherme de Carvalho formou-se Tecnólogo em Jogos Digitais pela Fatec, de São Caetano do Sul, onde vocacionou seus interesses por tecnologia, desenvolvimento e ludicidade em paixão pela escola.


Hoje, leciona nos cursos técnicos de Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores.


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